Que sejam memórias...

*Flávia Pimenta


Quando a liberdade é roubada pelo medo

E as ações vetadas pela iminente ameaça

veem a fragilidade humana gritada em orações suplicantes

a um Deus esquecido por muitos.

A invisibilidade da dor revelando faces, desnorteando estradas,

fincando os pés no chão da alma.

Há o aprendizado, do que era esquecido

e no fundo carecia ser primordial.

Dos abraços outrora perdidos

e que agora tanta falta nos faz

Há de se aprender a ter esperança e não deixar de sonhar.

Há de se criar memórias onde a lição maior será

De que a riqueza e o poder foram subjugados

por um vírus que revelou a certeza da igualdade.

E mais que a vida, matou a arrogância,

e por mais diferenças que existiam

ele uniu a nação em uma só oração e o mundo em uma só missão.

Foi doído carecer de uma guerra invisível e silenciosa

Para o ser humano resgatar o humano em si.

Que sejam memórias...

 

*Escritora e autora de quatro livros em Nova Andradina; “No seu olhar, No seu sorriso, Como está a sua Fé e Tempos que marcam”

 

Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Jornal da Nova

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